terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Ninguém dirá que é tarde demais, mesmo que for, mesmo que não saia do papel.

Sua irmã mais velha continuará me odiando, sua família inteira também, e irão querer me ver com os olhos sangrando porque você ainda vai chorar algumas muitas vezes, desesperada, como quem precisa de ajuda superior, mas só precisa de mim. Assim como eu também vou, assim como no nosso passado inteiro e futuro próximo, porque somos cruéis com nós mesmas, com o nós de nós.
Desprezíveis, iguais, uma feito para a outra, pela outra, mas não dá jogo.
Não tenho dó do seu choro, porque (e não é justificativa, é retorno) você não tem do meu.
Minha visão permanecerá te guiando, mesmo que por mapas errados. Viva desse lado aí, só não me olhe.
Nossa idade ainda faz parte do relógio cronológico, temos muito tempo para o placar final.


 (Yasmin Diniz)

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